Nave vai sobrevoar asteroide Bennu para ver estrago causado após pouso

Nave vai sobrevoar asteroide Bennu para ver estrago causado após pouso

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A espaçonave Osiris-Rex, da Nasa, que pousou no asteroide Bennu no dia 20 de outubro de 2020 após orbitar a rocha espacial por dois anos, vai sobrevoar novamente o local de pouso na próxima quarta-feira (7) para registrar o estrago feito.

“A equipe Osiris-Rex decidiu adicionar este último sobrevoo depois que a superfície de Bennu foi significativamente perturbada pelo evento de coleta de amostra. Durante a aterrissagem, a cabeça de amostragem da espaçonave afundou 1,6 pés (48,8 centímetros) na superfície do asteroide e, simultaneamente, disparou uma carga pressurizada de gás nitrogênio”, explicou a Nasa.

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Assista ao vídeo que mostra o momento do pouso:

É preciso ver a “a extensão da bagunça que a espaçonave fez”, completou a agência espacial dos Estados Unidos, que lembrou que os propulsores disparados para afastar Osiris-Rex também perturbaram a superfície de Bennu.

O sobrevoo será a 3,7km de distância do local do pouso. Depois disso, a Osiris-Rex continuará a orbitar o asteroide até 10 de maio, quando dará início a uma viagem de retorno de dois anos à Terra com previsão de aterrissagem em 24 de setembro de 2023.

Ilustração mostra como será o sobrevoo da Osiris-REx no local de pouso no asteroide Bennu. Créditos: Nasa

A escolha de maio não foi aleatória. Segundo Michael Moreau, gerente assistente de projeto da Osiris-REx, essa data favorece a manobra de volta porque vai consumir a menor quantidade de combustível.

Os pedaços de Bennu chegarão aos cientistas por meio de uma cápsula de retorno de amostra lançada pela espaçonave. Durante a viagem, a Nasa vai comparar as imagens de antes e depois do local do pouso.

Nasa mostrou foto do local antes do pouso da da Osiris-REx no asteroide Bennu. 
Créditos: Nasa
Nasa mostrou foto do local antes do pouso da da Osiris-REx no asteroide Bennu.
Créditos: Nasa

Asteroide Bennu é uma “cápsula do tempo”

Segundo a Nasa, o asteroide contém material do início do Sistema Solar, e pode representar uma verdadeira “cápsula do tempo” para compreender os precursores moleculares da vida e dos oceanos da Terra.

O principal atrativo de Bennu é que sua história remonta ao início da formação de nossa vizinhança cósmica, antes mesmo da formação do Sol. Acredita-se, inclusive, que ele já tenha sido um grande protoplaneta antes de colidir com outro asteroide. Espera-se que as rochas coletadas tragam mais evidências sobre o início do Sistema Solar. As amostras serão levadas para o Johnson Space Center, em Houston, e distribuídas para laboratórios de todo o mundo.

Nasa divulgou imagem do asteroide Bennu
Nasa divulgou imagem do asteroide Bennu. Créditos: Nasa

Nasa trabalha para proteger amostras de asteroide Bennu

O plano inicial era de pegar cerca de 60 gramas de material, mas uma quantidade maior foi coletada. Por conta disso, rochas maiores podem ter mantido o espaço reservado um pouco aberto e, com isso, pedaços menores foram vistos escapando da espaçonave.

Thomas Zurbuchen, administrador associado da Nasa, afirmou que “embora possamos ter que nos mover rapidamente para armazenar a amostra, não é um problema ruim”. Além disso, acrescentou que a equipe está animada para ver “o que parece ser uma amostra abundante que inspirará a ciência por décadas além deste momento histórico”.

Por outro lado, Dante Lauretta, líder da equipe de ciência da agência espacial, falou que a perda de amostra é sim uma preocupação. “Por isso, estou incentivando fortemente a equipe a armazenar esta amostra preciosa o mais rápido possível”, destacou.

Com base nos dados, a Nasa acredita que tem “muito mais do que 60 gramas de regolito” e ajustou seus planos para proteger o material o mais rápido possível. A primeira dessas medidas foi o cancelamento de uma medição das amostras. Nela, o braço mecânico da espaçonave seria movido. Além disso, uma queima de frenagem também estava planejada e foi cancelada.

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“Asteroide do fim do mundo”

Bennu cruza a órbita terrestre a cada seis anos e, de acordo com cálculos de astrônomos, o asteroide tem 1 chance em 2.500 de colidir com a Terra no ano 2135. Mesmo assim foi apelidado de “asteroide do fim do mundo” e é monitorado pela Nasa desde sua descoberta em 11 de setembro de 1999.

Ele possui um pouco mais de 490 metros de diâmetro, é feito de material solto, agrupado pela gravidade, e apresenta uma superfície coberta de pedras e rochas do tamanho de carros e casas.

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